Sábado, 2 de Agosto de 2014

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - Luís Sepúlveda

Este romance de Luís Sepúlveda apresenta a história de um gato, Zorbas, que ao começarem as férias dos seus donos, pensando nas vantagens de ter a casa só para si, se depara com uma gaivota, Kengah, que cai na sua varanda,

 

 após ter sido apanhada por uma maré negra que a acabaria por matar. Mas, antes de morrer, faz Zorbas prometer três coisas:

 

 

  1. Não comer o ovo que estava prestes a pôr;
  2. Criar a pequena gaivota que nascesse;
  3. Ensiná-la a voar.

 

Pensando que esta delirava, Zorbas procura os concelhos dos seus amigos gatos, Secretário, Sabetudo e Colonello, tentando salvá-la. Ao regressar descobrem a gaivota morta, juntamente com o seu ovo, apercebendo-se da responsabilidade e do peso de cumprir as suas promessas.

Assim, são-nos contadas as aventuras destes gatos, juntamente com o amigo Barlavento, no porto de Hamburgo, na tentativa de cumprirem as promessas. A patrtir do nascimento, os cinco gatos vão guiando Ditosa, a pequena gaivota, pela cidade, protegendo-a dos perigos iminentes, até perceberem que era hora de cumprirem a terceira promessa: ensiná-la a voar. Depois de 17 tentativas falhadas, decidem quebrar o tabu que impede os gatos de comunicar com os humanos, de modo a acocelharem-se com um poeta, inspirando-se num poema de Bernardo Atxaga, chamado As Gaivotas:

"Mas o seu pequeno coração
- que é o dos equilibristas-
Por nada suspira tanto
Como por essa chuva tonta
Que quase sempre traz vento,
Que quase sempre traz sol."

 

Então, nessa noite chuvosa, levam-na ao campanário de São Miguel onde a libertam e ela aprende a voar definitivamente, acabando a história com um final feliz.

 

Tal como podemos ver na sinopse, esta obra pode-se considerar tanto uma fábula, como uma parábola, com uma grande menssagem associada. Dela tirei duas conclusões em jeito de moral:

  1. Aceitar, respeitar e integrar as diferenças é a chave para a paz;
  2. "(...) à beira do vazio compreendeu o mais importante (...) que só voa quem se atreve a fazê-lo."

E porque gosto de ler...

 

Recomendo!

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publicado por Papão da Fantasia às 09:16

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