Domingo, 3 de Agosto de 2014

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor - Jorge Amado

 

 

Hoje apresento-vos mais uma fábula, em que novamente os protagonistas são os gatos e as aves. Esta foi uma história que o Vento contou à Manhã enquanto acendiam o Sol, o que fez com que esta chegasse atrasada, alterando os ritmos naturais das coisas. Por isso, o Tempo foi falar com a Manhã e prometeu-lhe que se a história que o Vento lhe contara fosse bonita lhe ofereceria uma rosa azul.

 

 

Cá vai. No parque onde viviam os animais, todos tinham medo do Gato Malhado, que tinha fama de destruir tudo o que via e de simplesmente ser mau. Acontece que, com a chegada da primavera, o gato acorda com novos humores, transbordando boa disposição. Pensando que de alguma partida de tratava, os animais do parque fugiram todos para se refugiar. Todos? Todos, não! A brava Andorinha Sinhá ficara a comtmplar o Gato, pois este era o único habitante do parque com quem não falava e queria que todos fossem seus amigos. A partir deste momento, começa a passear com o gato, passando a primavera e o verão mais felizes de cada um, até que o gato se declara apaixonado. Tentando evitar que algum mal acontecesse à filha, os pais da andorinha definem-lhe o casamento como Rouxinol, mestre do canto. Assim,se passa o Outono, em que os dois apaixonados mal se falaram, sentindo-se separados por uma invisível cortina, até que num dia em que a Andorinha se mostrava alegre, ela lhe conta que se vai casar. Aí, o Gato recupera a má fama, até que no inverno se dá o casamento. Percebendo a inutilidade do seu sonho de amor impossível, perdendo o seu rumo, dirigindo-se ao refúgio da cobra cascavel.

 

Foi esta a história que a Manhã contou ao tempo, com a qual recebeu a rosa azul, que às vezes usa como adorno. É por isso que quando ela a usa se di que está uma esplêndida manhã azul.

 

Esta é uma bela fábula onde reconheço novamente a seguinte moral, que o mundo só será bom a partir do momento em que assimilarmos as diferenças entre os seres vivos e as entendermos como parte integrante para a construção de alicerces seguros para a paz no mundo.

 

E porque gosto de ler... 

 

Recomendo

tags:
publicado por Papão da Fantasia às 10:00

link do post | comentar | favorito (1)
Sábado, 2 de Agosto de 2014

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - Luís Sepúlveda

Este romance de Luís Sepúlveda apresenta a história de um gato, Zorbas, que ao começarem as férias dos seus donos, pensando nas vantagens de ter a casa só para si, se depara com uma gaivota, Kengah, que cai na sua varanda,

 

 após ter sido apanhada por uma maré negra que a acabaria por matar. Mas, antes de morrer, faz Zorbas prometer três coisas:

 

 

  1. Não comer o ovo que estava prestes a pôr;
  2. Criar a pequena gaivota que nascesse;
  3. Ensiná-la a voar.

 

Pensando que esta delirava, Zorbas procura os concelhos dos seus amigos gatos, Secretário, Sabetudo e Colonello, tentando salvá-la. Ao regressar descobrem a gaivota morta, juntamente com o seu ovo, apercebendo-se da responsabilidade e do peso de cumprir as suas promessas.

Assim, são-nos contadas as aventuras destes gatos, juntamente com o amigo Barlavento, no porto de Hamburgo, na tentativa de cumprirem as promessas. A patrtir do nascimento, os cinco gatos vão guiando Ditosa, a pequena gaivota, pela cidade, protegendo-a dos perigos iminentes, até perceberem que era hora de cumprirem a terceira promessa: ensiná-la a voar. Depois de 17 tentativas falhadas, decidem quebrar o tabu que impede os gatos de comunicar com os humanos, de modo a acocelharem-se com um poeta, inspirando-se num poema de Bernardo Atxaga, chamado As Gaivotas:

"Mas o seu pequeno coração
- que é o dos equilibristas-
Por nada suspira tanto
Como por essa chuva tonta
Que quase sempre traz vento,
Que quase sempre traz sol."

 

Então, nessa noite chuvosa, levam-na ao campanário de São Miguel onde a libertam e ela aprende a voar definitivamente, acabando a história com um final feliz.

 

Tal como podemos ver na sinopse, esta obra pode-se considerar tanto uma fábula, como uma parábola, com uma grande menssagem associada. Dela tirei duas conclusões em jeito de moral:

  1. Aceitar, respeitar e integrar as diferenças é a chave para a paz;
  2. "(...) à beira do vazio compreendeu o mais importante (...) que só voa quem se atreve a fazê-lo."

E porque gosto de ler...

 

Recomendo!

tags:
publicado por Papão da Fantasia às 09:16

link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. O Gato Malhado e a Andori...

. História de uma gaivota e...

.arquivos

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Maio 2013

. Abril 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

.tags

. todas as tags

.favoritos

. Lindos olhos, MELHOR RAB...

. Dia da Mãe

. O Triunfo dos Mansos

. Um Dia de Vida

. Como quase adotar um gato

. Aos futuros Caloiros

. Querido Blog,

. Ingratidão

blogs SAPO

.subscrever feeds

Em destaque no SAPO Blogs
pub